Na sessão de sexta no Topázio aconteceu algo tão excepcional que lembrou-nos os velhos tempos em que a platéia participava ativamente do filme.
Acho que deveríamos reservar algumas cadeiras para grupos de velhinhas divertidas que melhor que as “claques” pagas sabem fazer humor como nunca.
Nunca rimos tanto diante deste filme filho de uma serie de outras películas mas com uma evidente influencia do clássico de Robert Rodriguez” El Mariachi” aquela história do tocador de violão que é confundido com um assassino profissional e passa por mil e umas .O filme com um custo baratíssimo teve uma continuação com Antonio Banderas que também fez um sucesso imenso lançando Robert Rodriguez o apadrinhado do famoso diretor Quentin Tarantino para uma carreira espetacular
A receita é fazer daquilo que parece violento, comum nos filmes policiais ,dos road movies uma verdadeira maçaroca anedótica.
Começa com uma linha melódica linda que lembra o “narcotango” herdeiro de Astor Piazzolla
É claro que com uma dupla como Cameron Diaz e Tom Cruise qualquer obra torna-se um sucesso porque ambos são excepcionais atores.
Mas a obra não é tão boboca como poderia parecer.É uma fábula de sonhos e desejos que vão se construindo através de uma mulher ingênua e romântica e um super agente divertido que vai durante a película dando aulas de geografia e turismo.
Esta ficando cada vez comum os filmes colocarem esta mesma questão:o que gostaríamos de fazer e ainda não o fizemos.?
Para o agente era fazer uma viajem pelo Orient Express ou beijar uma linda mulher num hotel da riviera francesa.Para a moça seria tão sòmente beijar nem que fosse por uma única vez o agente (que ela não sabe que é)
Pois assim é,o filme se desenvolve dentro da paisagem aristocrática de Boston e percorre até as praias de um Cabo Horn imaginário (mas que existe ao sul da Tierra Del Fuego) depois passando por uma ilha no meio do Atlântico (ainda existem?) e praias na Jamaica.Depois uma corrida de touros em Pamplona e cenas lindas na arquitetura mourisca espanhola.
O mito da energia interminável como o sol ,o “moto perpétuo” é também uma lição de auto-sustentabilidade.
Portanto mais que um encontro explosivo é um explosão de gargalhadas que lavam a alma. e educam
E aqui vem com o devido respeito depois do festival de Paulínia com tantas produções caras e sofríveis uma questão :Porquê o cinema brasileiro ainda não sabe fazer películas simples como o cinema argentino?Ou como o cinema palestino?israelense?iraniano?mexicano e até americano?
Sem entrarmos das nossas prosaicas disputas futebolísticas poderíamos começar a fazer co-produções como nos velhos tempos da Veracruz ou Cinedistre.
Mestres Argentinos assim como o foram Italianos deixariam um conhecimento fantástico para a história do cinema contemporâneo brasileiro.
Mas temos que fazer justiça a um personagem aplaudidíssimo em Paulínia o grande diretor Hector Babenco,argentino,judeu autor de” Pixote” e “O beijo da mulher aranha” dois filmes que jamais envelhecerão como as velhinhas do Topázio.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
LE PETIT NICOLAU é "CHUETTE"
Não há palavra mais agradável com tantos sinônimos no jargão francês como “Chouette dita num certo momento por Nicolas.Vejamos:legal,lindo ,simpático,forte,querido,amável,bonito..Cada qual na sua característica tem seu valor dentro de um espírito de amizade legitima.Somos diferentes mas cada um tem seu valor,sua característica reconhecida pelo grupo
“Chouettes”
Assim são todos os personagens deste filme que nos lembram os clássicos de Jacques Tatit de Yves Robert “A guerra dos Botões” o maravilhoso “Balon Rouge” e porque não o insólitos de François Truffot (Jules et Jim,O quarto verde)
Ao contrário de outros filmes onde há sempre há maus e bons,vencedores e vencidos aqui há personagens belos na sua própria contradição.Nada como o humor para mostrar esta insólita maneira de ser.
E não são só os garotos mas as professoras,o bedel,o diretor e o ministro da cultura ,a mãe,o pai,o patrão ,a mulher do patrão o mordomo de um dos meninos,os vizinhos
Mas atrás desta comédia há uma complexidade arquetípica muito séria que exige a compreensão de todos .Qual é o significado da ameaça que um novo irmãozinho ?
Este bebê na psique infantil corresponde a perda do privilegio do amor .
No plano da imaginação infantil este monstro se confunde com a criatividade ingênua do grupo.
Os personagens são todos respeitosamente tolerantes nas suas diferenças e isso que fascina o espectador acostumados com o maniqueísmo usual da novela e do cinema policial ou de aventura.
A cena em que passam pelo teste psicológico de Rosharsh é a lição (ingênua e anedótica) de que cada um projeta nas manchas aquilo que é ou que sente.
A cena com o Ministro da Cultura é “Chouette” porque o próprio é um personagem completamente inesperado fazendo joguinhos de palavras para que os pobres meninos instados a não rir pudessem relaxar e quando pergunta ao pobre aluno que nunca sabe nada qual é o rio que corta Paris o menino responde (com imagens mostrando-o correndo em aparelhos e chegando a Paris diante de uma placa escrito Sena) e a classe inteira o aplaude numa alegria contagiante de reconhecimento pela vitoria do mesmo.
A maneira como o diretor trabalha as cenas como se fossem parte de uma historia em quadrinhos ,sobrepostas.Algumas vezes há uma clara referencia a Asterix.
A cor da película lembra os filmes dos anos sessenta assim, como a arquitetura com seus tons azul-claro e vermelho.
Assim são as imagens de uma cidade onde ainda há cantos e pequenos jardins a frente
das casa.Colégios austeros e terrenos baldios já com a ameaça da especulação imobiliária dos anos sessenta.
E o mais importante e que serve de referencia para a reflexão de todos nós o que a professora escreve no começo do filme”
O que vocês serão quando crescerem ?
Uns serão ministros para comerem mais,outros policiais,outros ciclistas,outros bandidos...
O nosso “petit Nicolas” após todas as aventuras conclui:
---Já sei o que serei, HUMORISTA !!!!!!!!
Se você gostou da nossa crítica comunique-se conosco e traga sua contribuição
izaakvaidergorn@gmail.com.br
http://www.riscodearriscar.blogspot.com/
“Chouettes”
Assim são todos os personagens deste filme que nos lembram os clássicos de Jacques Tatit de Yves Robert “A guerra dos Botões” o maravilhoso “Balon Rouge” e porque não o insólitos de François Truffot (Jules et Jim,O quarto verde)
Ao contrário de outros filmes onde há sempre há maus e bons,vencedores e vencidos aqui há personagens belos na sua própria contradição.Nada como o humor para mostrar esta insólita maneira de ser.
E não são só os garotos mas as professoras,o bedel,o diretor e o ministro da cultura ,a mãe,o pai,o patrão ,a mulher do patrão o mordomo de um dos meninos,os vizinhos
Mas atrás desta comédia há uma complexidade arquetípica muito séria que exige a compreensão de todos .Qual é o significado da ameaça que um novo irmãozinho ?
Este bebê na psique infantil corresponde a perda do privilegio do amor .
No plano da imaginação infantil este monstro se confunde com a criatividade ingênua do grupo.
Os personagens são todos respeitosamente tolerantes nas suas diferenças e isso que fascina o espectador acostumados com o maniqueísmo usual da novela e do cinema policial ou de aventura.
A cena em que passam pelo teste psicológico de Rosharsh é a lição (ingênua e anedótica) de que cada um projeta nas manchas aquilo que é ou que sente.
A cena com o Ministro da Cultura é “Chouette” porque o próprio é um personagem completamente inesperado fazendo joguinhos de palavras para que os pobres meninos instados a não rir pudessem relaxar e quando pergunta ao pobre aluno que nunca sabe nada qual é o rio que corta Paris o menino responde (com imagens mostrando-o correndo em aparelhos e chegando a Paris diante de uma placa escrito Sena) e a classe inteira o aplaude numa alegria contagiante de reconhecimento pela vitoria do mesmo.
A maneira como o diretor trabalha as cenas como se fossem parte de uma historia em quadrinhos ,sobrepostas.Algumas vezes há uma clara referencia a Asterix.
A cor da película lembra os filmes dos anos sessenta assim, como a arquitetura com seus tons azul-claro e vermelho.
Assim são as imagens de uma cidade onde ainda há cantos e pequenos jardins a frente
das casa.Colégios austeros e terrenos baldios já com a ameaça da especulação imobiliária dos anos sessenta.
E o mais importante e que serve de referencia para a reflexão de todos nós o que a professora escreve no começo do filme”
O que vocês serão quando crescerem ?
Uns serão ministros para comerem mais,outros policiais,outros ciclistas,outros bandidos...
O nosso “petit Nicolas” após todas as aventuras conclui:
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terça-feira, 22 de junho de 2010
Porquê as minorias étnicas muçulmanas são menos importantes que os GAZINOS ou BEIRUTINOS?
Ninguém se interessa mais pelo que chamamos de GAZINOS (palestinos de Gaza) ou BEIRUTINOS (Palestinos de Beirute) do que Israel
Sem querer entrar em detalhes sobre as razões e tragédias desta longa história para quem conhece o cotidiano deste povo basta dizer que ele é tão miserável quanto os “sem teto” brasileiros ou qualquer excluído seja negro ,homossexual ou “borderline”
O que mais me incomoda é a “onipotência” de quem quer representá-los através de um discurso político,ideológico ou humanista.Isso serve para qualquer movimento radical,terrorista ou ingenuamente humanista.Para dar um exemplo é o mesmo que um estudante barulhento aqui da Unicamp falar em nome de todos em favor do ambientalismo e jogar lixo na rua ou não ajudar ao seu amigo que sofreu um acidente.É muito mais fácil falar e abraçar suicidamente causas e não resolver nada.
O que mais quer um Gazino ou Beirutino de terceira ou quarta geração?Éo mínimo.Ter uma casa,saúde dar educação aos filhos e se possível sair daquele gueto para um bairro melhor.Ninguém tem a onisciência de um militante ignorante ou tecnocrata ambicioso ou o político oportunista.
A quem interessa esta discussão inútil da flotilha turca seguramente monitorada pelos serviços de segurança israelenses?Aos Gazinos ou israelenses?
Qualquer movimento deste vulto gera na comunidade judaica uma postura de defesa incondicional do Estado de Israel somado ao forte lobby da grande massa de evangélicos e pentecostais fundamentalistas dos Estados Unidos e de outras nações que hoje constituem de fato os grandes aliados de Israel.
A quantidade de bobagens que denotam profundo desconhecimento da história universal e particularmente do Oriente Médio e do fato de que nunca houve uma revolução “mística” ou religiosa que não fosse baseada em interesses basicamente econômicos.A mais terrível ditadura islâmica como a Arábia Saudita ao mais pobre e miserável democracia vudu do mundo como o Haiti estão sincronizada pela engenharia jurídica e econômica internacional.A arquitetura Jurídica é mais um atribuição de filósofos do que hermeneutas bíblicos .A construção jurídica (do edifício das leis internacionais) nunca se transformou através do rompimento drástico das regras estabelecidas e a poética ,se assim possamos chamar ,das revoluções sempre se deu através de regras gramaticais severas e as vezes trágicas.
Nem a História e muito menos a Semiótica ou a Psicanálise ousariam dizer que houve de fato uma revolução na história.A Historia como ciência de escrever a mentira, a semiótica como a arte de interpretar a mentira e a Psicanálise como poética da alma mentirosa formariam a tríade da especulação paradoxal de uma realidade cuja verdade é contestável.
Anedoticamente poderíamos falar do pragmatismo da 25 de Março ou do Bom Retiro e convidar para um churrasco Judeus,Árabes,Coreanos e Bolivianos para discutir a crise do mercado com a invasão de produtos chineses.Seguramente não sairiam por aí jogando bombas nos seus vizinhos chineses (que na maioria das vezes são de Taiwan) .
Gostaria de dizer ao amigo que me lê que conheço tão bem Gaza assim como o pátio do Colégio (onde se encontram hoje a maioria dos ,”da rua”) e lhes digo através das palavras de seu profeta Wesley que não lhes interessam representantes e o que querem você precisa descobrir por si próprio.
Sem querer entrar em detalhes sobre as razões e tragédias desta longa história para quem conhece o cotidiano deste povo basta dizer que ele é tão miserável quanto os “sem teto” brasileiros ou qualquer excluído seja negro ,homossexual ou “borderline”
O que mais me incomoda é a “onipotência” de quem quer representá-los através de um discurso político,ideológico ou humanista.Isso serve para qualquer movimento radical,terrorista ou ingenuamente humanista.Para dar um exemplo é o mesmo que um estudante barulhento aqui da Unicamp falar em nome de todos em favor do ambientalismo e jogar lixo na rua ou não ajudar ao seu amigo que sofreu um acidente.É muito mais fácil falar e abraçar suicidamente causas e não resolver nada.
O que mais quer um Gazino ou Beirutino de terceira ou quarta geração?Éo mínimo.Ter uma casa,saúde dar educação aos filhos e se possível sair daquele gueto para um bairro melhor.Ninguém tem a onisciência de um militante ignorante ou tecnocrata ambicioso ou o político oportunista.
A quem interessa esta discussão inútil da flotilha turca seguramente monitorada pelos serviços de segurança israelenses?Aos Gazinos ou israelenses?
Qualquer movimento deste vulto gera na comunidade judaica uma postura de defesa incondicional do Estado de Israel somado ao forte lobby da grande massa de evangélicos e pentecostais fundamentalistas dos Estados Unidos e de outras nações que hoje constituem de fato os grandes aliados de Israel.
A quantidade de bobagens que denotam profundo desconhecimento da história universal e particularmente do Oriente Médio e do fato de que nunca houve uma revolução “mística” ou religiosa que não fosse baseada em interesses basicamente econômicos.A mais terrível ditadura islâmica como a Arábia Saudita ao mais pobre e miserável democracia vudu do mundo como o Haiti estão sincronizada pela engenharia jurídica e econômica internacional.A arquitetura Jurídica é mais um atribuição de filósofos do que hermeneutas bíblicos .A construção jurídica (do edifício das leis internacionais) nunca se transformou através do rompimento drástico das regras estabelecidas e a poética ,se assim possamos chamar ,das revoluções sempre se deu através de regras gramaticais severas e as vezes trágicas.
Nem a História e muito menos a Semiótica ou a Psicanálise ousariam dizer que houve de fato uma revolução na história.A Historia como ciência de escrever a mentira, a semiótica como a arte de interpretar a mentira e a Psicanálise como poética da alma mentirosa formariam a tríade da especulação paradoxal de uma realidade cuja verdade é contestável.
Anedoticamente poderíamos falar do pragmatismo da 25 de Março ou do Bom Retiro e convidar para um churrasco Judeus,Árabes,Coreanos e Bolivianos para discutir a crise do mercado com a invasão de produtos chineses.Seguramente não sairiam por aí jogando bombas nos seus vizinhos chineses (que na maioria das vezes são de Taiwan) .
Gostaria de dizer ao amigo que me lê que conheço tão bem Gaza assim como o pátio do Colégio (onde se encontram hoje a maioria dos ,”da rua”) e lhes digo através das palavras de seu profeta Wesley que não lhes interessam representantes e o que querem você precisa descobrir por si próprio.
terça-feira, 15 de junho de 2010
RISCO DE (AR)RISCAR
Risco de arriscar
Se você está interessado neste assunto te convido para meu site
http://www.iar.unicamp.br/galeria/izaak_vaidergorn/index.htm
e terei o maior prazer em trocar informações sobre o assunto
The Word “arriscar” in portuguese has two meanings.First as a mark, a symbol,design and second as courage and will
Risco de arriscar means the representation of the will
If you are interested I sugest you to link with this site
http://www.iar.unicamp.br/galeria/izaak_vaidergorn/index.htm
En portugais le mot “arriscar” a deux significations, première de la marque, le dessin, l'écriture et l d'autre part,la courage
Risco de arriscar est le dessin de la volonte
Si vou setes interesse jê aimerais de vous explique mon travail de maitrisse
Dans cette direction
http://www.iar.unicamp.br/galeria/izaak_vaidergorn/index.htm
Tradução do português para albanês
rrezik për të rrezikut
Tradução para o árabe
خطر للمخاطر
Tradução do português para armênio — ALPHA
ռիսկի ռիսկի
Tradução do português para azerbaijano — ALPHA
ris risk risk
Tradução do português para basco — ALPHA
arriskuak arrisku
Tradução do português para bielo-russo
рызыка рызыцы
ryzyka ryzycy
风险,风险
Tradução do português para chinês (tradicional)
風險,風險
Tradução do português para búlgaro
риск за риск
risk za risk
Tradução do português para chinês (simplificado)
风险,风险
Fēngxiǎn, fēngxiǎn
Tradução do português para chinês (tradicional)
風險,風險
Fēngxiǎn, fēngxiǎn
Tradução do português para coreano
위험 위험
wiheom wiheom
Tradução do português para Crioulo haitiano — ALPHA
risk risk
Tradução do português para croata
rizik za rizik
Tradução do português para dinamarquês
risiko for fare
Tradução do português para eslovaco
riziko pre riziko
Tradução do português para esloveno
tveganja za tveganje
Tradução do português para coreano
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rriski rriski
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რისკი რისკების
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סיכון סיכון
Tradução do português para holandês
risico voor de risico's
Tradução do português para húngaro
kockázatot jelent veszélyt
Tradução do português para indonésio
Tradução do português para inglês
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Tradução do português para irlandês
riosca do riosca
Tradução do português para irlandês
riosca do riosca
Tradução do português para italiano
rischio per rischio
Tradução do português para japonês
リスクはリスク
Risuku wa risuku
Tradução do português para letão
riska riska
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pavojų rizikos
Tradução do português para macedônico
ризик за ризик
rizik za rizik
Tradução do português para maltês
riskju għas-riskju
Tradução do português para norueguês
risiko til risiko
Tradução do português para persa
خطر خط
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ryzyka na ryzyko
Tradução do português para romeno
risc pentru risc
Tradução do português para russo
риск риску
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ризик ризик
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hatari hatari
Tradução do português para sueco
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Khwām s̄eī̀yng khwām s̄eī̀yng
Tradução do português para tcheco
riziko pro riziko
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risk risk
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ризик ризику
Tradução do português para urdu — ALPHA
خطرے کے خطرے سے
Tradução do português para vietnamita
nguy cơ rủi ro
Tradução do português para yiddish
ריזיקירן צו ריזיקירן
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sábado, 5 de junho de 2010
O que resta do tempo é o riso.
Para entender o filme de Elia Suleiman,O que resta do tempo gostaria de fazer um teste de humor com o leitor
Um russo,um etíope e um URUGUAIO se encontraram em Tel Aviv e o russo diz ---lá na Rússia me chamavam de judeu idiota aqui em Israel me chamam de russo idiota ...Aí o Etíope diz ---Lá na Etiópia me chamavam de judeu sacana aqui me chamam de negão sacana Ai o Uruguaio diz--- pois a minha situação é pior ainda lá no Uruguai me chamavam de judeu babaca aqui me chamam de ARGENTINO babaca !!!!!
Israel é o pais das minorias.Além das diversas etnias que imigraram para lá,há diferenças ideológicas ,religiosas,políticas,futebolísticas e dentro disto grupos que se excluem mutuamente.A unidade do povo judeu se da paradoxalmente pela discriminação e perseguição.A criação de Israel se deu principalmente pelo HolocaustoE a existência do Estado de Israel se institui pelo conflito muito mais ideológico do que entre dois povos sofridos.O filme fala especificamente de árabes católicos de Nazaré e é esta a maneira que o diretor constrói a narração e a composição de imagens com intuito de mostrar os paradoxos desta Babel de línguas e costumes diferentes num grupo de minoria árabe não muçulmana,o humor através do desnho de tipos anedóticos
A linguagem basicamente é a da caricatura.A câmera está sempre parada acompanhando os personagens tanto cristãos como israelis se movimentado quase em câmera-lenta.São cenas longas que permitem acompanhar o absurdo dos fatos através de gags Há diversas cenas que lembram clássicos do cinema como “Messieur Hulot” na cena em que o professor pergunta a Elia quem falou de colonialismo ou imperialismo o este fica olhando para cima embasbacado sem entender nada.O personagem é uma espécie de Buster Keaton silencioso .Acompanha a historia sem dizer uma única palavra.Com certeza trata-se do alter-ego do autor que não consegue ver o sentido deste mundo daí o subtítulo da presença da ausência tão bem explicitada pelo sábio campineiro Ruben Alves.Há uma espécie de saudade perene de algo misterioso num território de panacas israelenses que não tem historia e desejam perpetuar seu território com uma língua nova que um artificialmente as diferenças mas também fascinados pela cultura inimiga.
Mas não é um filme árabe como o são os clássicos egípcios ou iranianos.É um filme europeu sincrético pensado em árabe ,hebraico,inglês e até filipino.
O cinema israelí apesar de muitas produções só tem como paradigma Amos Gitai que adquiriu uma linguagem que não é teatral nem heróica mas simplesmente um tempo cinematográfico que se traduz por seqüência de planos as vezes muito longos e aborrecidos.Poderíamos para exemplificar afirmar que tão somente Glauber Rocha consegui encontrar uma linguagem que se aproxima da alma brasileira infelizmente nunca igualado
Este filme de Suleiman é de um intelectual que usa as imagens factuais para que o espectador por si só como diante vivencier a atmosfera do riso como numa encenação de “clowns”
Para Suleiman as manifestações palestinas e as reações do exercito israelense são como um carnaval com dia marcado.Apesar do humor inteligente pode tocar as posições radicais de ambos os lados não preparados para uma experiência de alteridade e compaixão.
A imagem recorrente dos três amigos no bar e as pessoas passando com seu gestos encenados que refletem o tempo na relação entre a cultura árabe e israelí.
Cenas como as noites de pesca e a patrulha do exercito são absolutamente insólitas mas também representam metaforicamente algo que se espera como o peixe ,símbolo cristão da redenção .
A relação entre a musica e as imagens da televisão compondo com as janelas com a cidade ao fundo principalmente na cena final com os fogos de artifício é plasticamente comovente
A fotografia da arquitetura de Nazaré e o olhar nas cenas finais do hospital onde se percebe claramente o absurdo de tudo com os atores exibindo um jargão e um gestual de uma cultura que esta formando é o que resta no tempo ou seja a poética do sentido .,a presença da ausência.
Há momentos de difícil compreensão para o brasileiro quando no final o menino vem vender “ful medamas” ( uma espécie de fava) que faz parte da alimentação obrigatória do povo árabe e israelí e a empregada filipina num inglês estranhamente incomprensível diz par o policial dar-lhe um cigarro mostrando este novo persobagem da história contemporânea de Israel que são os imigarntes ,filipnos,tailandeses que estão substituindo a mão de obra palestina
Dizendo claramente tudo pode mudar mas como dois povos irmãos, como o gosto do “ful” a alma árabe e judaica permanecem...
Para entender o filme de Elia Suleiman,O que resta do tempo gostaria de fazer um teste de humor com o leitor
Um russo,um etíope e um URUGUAIO se encontraram em Tel Aviv e o russo diz ---lá na Rússia me chamavam de judeu idiota aqui em Israel me chamam de russo idiota ...Aí o Etíope diz ---Lá na Etiópia me chamavam de judeu sacana aqui me chamam de negão sacana Ai o Uruguaio diz--- pois a minha situação é pior ainda lá no Uruguai me chamavam de judeu babaca aqui me chamam de ARGENTINO babaca !!!!!
Israel é o pais das minorias.Além das diversas etnias que imigraram para lá,há diferenças ideológicas ,religiosas,políticas,futebolísticas e dentro disto grupos que se excluem mutuamente.A unidade do povo judeu se da paradoxalmente pela discriminação e perseguição.A criação de Israel se deu principalmente pelo HolocaustoE a existência do Estado de Israel se institui pelo conflito muito mais ideológico do que entre dois povos sofridos.O filme fala especificamente de árabes católicos de Nazaré e é esta a maneira que o diretor constrói a narração e a composição de imagens com intuito de mostrar os paradoxos desta Babel de línguas e costumes diferentes num grupo de minoria árabe não muçulmana,o humor através do desnho de tipos anedóticos
A linguagem basicamente é a da caricatura.A câmera está sempre parada acompanhando os personagens tanto cristãos como israelis se movimentado quase em câmera-lenta.São cenas longas que permitem acompanhar o absurdo dos fatos através de gags Há diversas cenas que lembram clássicos do cinema como “Messieur Hulot” na cena em que o professor pergunta a Elia quem falou de colonialismo ou imperialismo o este fica olhando para cima embasbacado sem entender nada.O personagem é uma espécie de Buster Keaton silencioso .Acompanha a historia sem dizer uma única palavra.Com certeza trata-se do alter-ego do autor que não consegue ver o sentido deste mundo daí o subtítulo da presença da ausência tão bem explicitada pelo sábio campineiro Ruben Alves.Há uma espécie de saudade perene de algo misterioso num território de panacas israelenses que não tem historia e desejam perpetuar seu território com uma língua nova que um artificialmente as diferenças mas também fascinados pela cultura inimiga.
Mas não é um filme árabe como o são os clássicos egípcios ou iranianos.É um filme europeu sincrético pensado em árabe ,hebraico,inglês e até filipino.
O cinema israelí apesar de muitas produções só tem como paradigma Amos Gitai que adquiriu uma linguagem que não é teatral nem heróica mas simplesmente um tempo cinematográfico que se traduz por seqüência de planos as vezes muito longos e aborrecidos.Poderíamos para exemplificar afirmar que tão somente Glauber Rocha consegui encontrar uma linguagem que se aproxima da alma brasileira infelizmente nunca igualado
Este filme de Suleiman é de um intelectual que usa as imagens factuais para que o espectador por si só como diante vivencier a atmosfera do riso como numa encenação de “clowns”
Para Suleiman as manifestações palestinas e as reações do exercito israelense são como um carnaval com dia marcado.Apesar do humor inteligente pode tocar as posições radicais de ambos os lados não preparados para uma experiência de alteridade e compaixão.
A imagem recorrente dos três amigos no bar e as pessoas passando com seu gestos encenados que refletem o tempo na relação entre a cultura árabe e israelí.
Cenas como as noites de pesca e a patrulha do exercito são absolutamente insólitas mas também representam metaforicamente algo que se espera como o peixe ,símbolo cristão da redenção .
A relação entre a musica e as imagens da televisão compondo com as janelas com a cidade ao fundo principalmente na cena final com os fogos de artifício é plasticamente comovente
A fotografia da arquitetura de Nazaré e o olhar nas cenas finais do hospital onde se percebe claramente o absurdo de tudo com os atores exibindo um jargão e um gestual de uma cultura que esta formando é o que resta no tempo ou seja a poética do sentido .,a presença da ausência.
Há momentos de difícil compreensão para o brasileiro quando no final o menino vem vender “ful medamas” ( uma espécie de fava) que faz parte da alimentação obrigatória do povo árabe e israelí e a empregada filipina num inglês estranhamente incomprensível diz par o policial dar-lhe um cigarro mostrando este novo persobagem da história contemporânea de Israel que são os imigarntes ,filipnos,tailandeses que estão substituindo a mão de obra palestina
Dizendo claramente tudo pode mudar mas como dois povos irmãos, como o gosto do “ful” a alma árabe e judaica permanecem...
Um Homem sério.ou um “mentsch”
Um homem sério é um filme falado em inglês ,legendado em português e pensado em iidish.Um “mentsch” significa um grande homem ,titulo honorifico que a comunidade dá ao “Ben Adam”,filho do homem primordial ,o arquétipo que determinou Adão e seu filhos
Para quem não entende esta face da cultura judaica pós holocausto torna-se difícil(ou quase impossível) entender o filme dos irmãos Coen (ou Cohen como se pronuncia literalmente em hebraico que é a classe sacerdotal do templo em Jerusalém)
Primeiro porque ele trata de um arquétipo o Dibuck recorrente em todas as famílias judaicas principalmente àquelas que desejam ardentemente esquecerem suas origens.
Muito mais profunda que a cultura iluminista que pinta o judeu como um herói do pensamento (como Freud ou Marx) ou da ciência (como Einstein) o Dibuck como o “Shlimazel ou o “Schlemiel” é o desconhecido “encosto” persecutório presente no DNA judaico.O Schlimazel é o azarado que derruba sempre a sopa.O Schlemiel é o azarento em quem a sopa cai.
A primeira parte do filme falada num iidish (dialeto dos judeus ashquenazi da Europa Oriental) já mostra o peso que é ser “o povo eleito” .O Dibuck é o fantasma que aparece em todos os judeus como a bipolaridade .O “mishiguene” é o louco que está em todos nós.É a pulsão de um herança de glórias e sofrimentos
O personagem principal é bom , é um “tzadick” (justo)como devem ser todos os garotos que se prostraram diante daquele dedo de prata no seu Bar Mitzvah (cerimônia dos treze anos dos meninos judeus).Tem um irmão gênio esquizofrênico.Uma mulher que ama seu amigo seboso e caricaturalmente “soft and light” um zen forçado e falso contaminado pelo” new age” do reformismo judaico
Os afetos e ódios transitam dentro deste contexto judaico , a escola,a sinagoga e a relação com um mundo novo representado por uma cultura recém ingressa no universo americano como é a coreana com valores totalmente diferentes
Uma geração apavorada com o o dibuck anti-semita representado pelo caçador-vizinho sempre propenso a invadir os limites (mais psicológicos do que reais) e a ameaça à sexualidade travada pelo espectro da “iidishe mome”( a super mãe judia) tão decantada por outro cineasta judeu tipicamente novaioquino,Woody Allen
O absurdo Kafkiano ( que era judeu,tcheco de cultura alemã e pensava em idish ) das relações com o advogado dúbio ,com três gerações de rabinos (que representam as três grandes correntes do judaísmo contemporâneo,ortodoxos,conservatives e reformistas) numa história ambígua como a do dentista que descobre letras nos dentes de um “goy (não-judeu)” estúpido e as interpreta como um sinal de “hachem” (literalmente o nome do impronunciável) .Uma história que não tem fim pois este é o destino destas historias judaicas( o dibuck da múltiplas expulsões,a inquisição, do holocausto),múltiplos enredos e fins dentro de uma paranóia de cartas apócrifas ,culpas e duvidas diante do estranho
O “radinho” e a nota de 20 dólares representam a conquista da individualidade culposa do jovem judeu americano
O professor de hebraico representa este novo momento na história judaica,o advento da Utopia do Estado de Israel e a criação de uma língua nova o hebraico este esperanto bíblico que integrará o povo judeu num futuro magnânimo e messiânico .Não é mais o iidish,o alemão,polonês,russo mas o “ivrit” hebraico que supostamente fará deste judeu um homem novo,livre dos preconceitos mas não é tampouco a voz e a musica de um radinho portátil e um fone de ouvido.Esta é de fato a liberdade fictícia que todos desejamos (como o é o celular ).É hilário (para quem entende hebraico) ouvir o “moré” (professor) gritar “Chequet iealadim” (calados,calados ,estudantes) Pois o dibuck da cultura possessiva e invasiva do judaismo imigrante, é absolutamente intolerável e cala qualquer movimento libertário.O jovem na America deve nascer como “ winner” (vencedor ) milionário , doutor em alguma coisa de preferência a medicina.
Este discurso dúbio ( que alguns psicanalistas chamam de “duplo vínculo”) é por um lado o começo de um processo esquizofrênico ou do outro a “individuação”.Não é a toa que existam tantos neuróticos e psicanalistas judeus
O Bar Mitzvah que aparece nos filmes de Hollywood não é exatamente aquilo que sente um jovem judeu de 13 anos.É um verdadeiro terror só comparável ao “brit milah” ,a circuncisão.A cena na Sinagoga ,no púlpito, diante de todos os personagens caricatos foi expressa pelos diretores como é de fato para os meninos (como eu) com o artifício deformante da câmera . O personagem vê o mundo com alteridade e compaixão ancestral .A obra de seu irmão é como a cabala,a tradição,ou melhor “outra” tradição com seu amuletos e desenhos.Esse irmão pedófilo.imoral mas um menino inocente é também bom e é essencial para a constituição de cada um de nós .(o amor judaico é um espelhamento um “face to face” portanto exige a compreensão do outro como a obra incompleta de “Hachem” )
A história termina quando o personagem exerce o “mandato” de pai .De certa forma é dizendo-agora é sua vez de sofrer..”.ingale”(menininho)
Entretanto o “Dibuck” que reaparece na forma de um rabino que diz coisas sem pé nem cabeça(o desconhecido fala uma língua que re-conhecemos) mas entende que a “individualização” é um direito exclusivo desta passagem pelo deserto só comparada ao tornado que parece ser um mero espetáculo diante da realidade interior.
É bom lembrar que o filme também se inspira em dois outros clássicos do cinema expressionista como o “ Dibbuck” e o “Golem” e é um tributo à literatura iidish
Para um judeu que assiste este filme é uma tragicomédia mordaz.deliciosa e para os “goyim” (não-judeus) é uma oportunidade de conhecer uma outra face da cultura judaica.
Os Coen (os sacerdotes da luz cinematográfica) puderam desta maneira se encontrar com seu dibuck e transcenderam toda sua produção cinematográfica e encontrarem metaforicamente com seu radinho de pilha.
Imagens dos clássicos expressionisats “Der golem” e “Der dibbuck”
Izaak Vaidergorn
Um homem sério é um filme falado em inglês ,legendado em português e pensado em iidish.Um “mentsch” significa um grande homem ,titulo honorifico que a comunidade dá ao “Ben Adam”,filho do homem primordial ,o arquétipo que determinou Adão e seu filhos
Para quem não entende esta face da cultura judaica pós holocausto torna-se difícil(ou quase impossível) entender o filme dos irmãos Coen (ou Cohen como se pronuncia literalmente em hebraico que é a classe sacerdotal do templo em Jerusalém)
Primeiro porque ele trata de um arquétipo o Dibuck recorrente em todas as famílias judaicas principalmente àquelas que desejam ardentemente esquecerem suas origens.
Muito mais profunda que a cultura iluminista que pinta o judeu como um herói do pensamento (como Freud ou Marx) ou da ciência (como Einstein) o Dibuck como o “Shlimazel ou o “Schlemiel” é o desconhecido “encosto” persecutório presente no DNA judaico.O Schlimazel é o azarado que derruba sempre a sopa.O Schlemiel é o azarento em quem a sopa cai.
A primeira parte do filme falada num iidish (dialeto dos judeus ashquenazi da Europa Oriental) já mostra o peso que é ser “o povo eleito” .O Dibuck é o fantasma que aparece em todos os judeus como a bipolaridade .O “mishiguene” é o louco que está em todos nós.É a pulsão de um herança de glórias e sofrimentos
O personagem principal é bom , é um “tzadick” (justo)como devem ser todos os garotos que se prostraram diante daquele dedo de prata no seu Bar Mitzvah (cerimônia dos treze anos dos meninos judeus).Tem um irmão gênio esquizofrênico.Uma mulher que ama seu amigo seboso e caricaturalmente “soft and light” um zen forçado e falso contaminado pelo” new age” do reformismo judaico
Os afetos e ódios transitam dentro deste contexto judaico , a escola,a sinagoga e a relação com um mundo novo representado por uma cultura recém ingressa no universo americano como é a coreana com valores totalmente diferentes
Uma geração apavorada com o o dibuck anti-semita representado pelo caçador-vizinho sempre propenso a invadir os limites (mais psicológicos do que reais) e a ameaça à sexualidade travada pelo espectro da “iidishe mome”( a super mãe judia) tão decantada por outro cineasta judeu tipicamente novaioquino,Woody Allen
O absurdo Kafkiano ( que era judeu,tcheco de cultura alemã e pensava em idish ) das relações com o advogado dúbio ,com três gerações de rabinos (que representam as três grandes correntes do judaísmo contemporâneo,ortodoxos,conservatives e reformistas) numa história ambígua como a do dentista que descobre letras nos dentes de um “goy (não-judeu)” estúpido e as interpreta como um sinal de “hachem” (literalmente o nome do impronunciável) .Uma história que não tem fim pois este é o destino destas historias judaicas( o dibuck da múltiplas expulsões,a inquisição, do holocausto),múltiplos enredos e fins dentro de uma paranóia de cartas apócrifas ,culpas e duvidas diante do estranho
O “radinho” e a nota de 20 dólares representam a conquista da individualidade culposa do jovem judeu americano
O professor de hebraico representa este novo momento na história judaica,o advento da Utopia do Estado de Israel e a criação de uma língua nova o hebraico este esperanto bíblico que integrará o povo judeu num futuro magnânimo e messiânico .Não é mais o iidish,o alemão,polonês,russo mas o “ivrit” hebraico que supostamente fará deste judeu um homem novo,livre dos preconceitos mas não é tampouco a voz e a musica de um radinho portátil e um fone de ouvido.Esta é de fato a liberdade fictícia que todos desejamos (como o é o celular ).É hilário (para quem entende hebraico) ouvir o “moré” (professor) gritar “Chequet iealadim” (calados,calados ,estudantes) Pois o dibuck da cultura possessiva e invasiva do judaismo imigrante, é absolutamente intolerável e cala qualquer movimento libertário.O jovem na America deve nascer como “ winner” (vencedor ) milionário , doutor em alguma coisa de preferência a medicina.
Este discurso dúbio ( que alguns psicanalistas chamam de “duplo vínculo”) é por um lado o começo de um processo esquizofrênico ou do outro a “individuação”.Não é a toa que existam tantos neuróticos e psicanalistas judeus
O Bar Mitzvah que aparece nos filmes de Hollywood não é exatamente aquilo que sente um jovem judeu de 13 anos.É um verdadeiro terror só comparável ao “brit milah” ,a circuncisão.A cena na Sinagoga ,no púlpito, diante de todos os personagens caricatos foi expressa pelos diretores como é de fato para os meninos (como eu) com o artifício deformante da câmera . O personagem vê o mundo com alteridade e compaixão ancestral .A obra de seu irmão é como a cabala,a tradição,ou melhor “outra” tradição com seu amuletos e desenhos.Esse irmão pedófilo.imoral mas um menino inocente é também bom e é essencial para a constituição de cada um de nós .(o amor judaico é um espelhamento um “face to face” portanto exige a compreensão do outro como a obra incompleta de “Hachem” )
A história termina quando o personagem exerce o “mandato” de pai .De certa forma é dizendo-agora é sua vez de sofrer..”.ingale”(menininho)
Entretanto o “Dibuck” que reaparece na forma de um rabino que diz coisas sem pé nem cabeça(o desconhecido fala uma língua que re-conhecemos) mas entende que a “individualização” é um direito exclusivo desta passagem pelo deserto só comparada ao tornado que parece ser um mero espetáculo diante da realidade interior.
É bom lembrar que o filme também se inspira em dois outros clássicos do cinema expressionista como o “ Dibbuck” e o “Golem” e é um tributo à literatura iidish
Para um judeu que assiste este filme é uma tragicomédia mordaz.deliciosa e para os “goyim” (não-judeus) é uma oportunidade de conhecer uma outra face da cultura judaica.
Os Coen (os sacerdotes da luz cinematográfica) puderam desta maneira se encontrar com seu dibuck e transcenderam toda sua produção cinematográfica e encontrarem metaforicamente com seu radinho de pilha.
Imagens dos clássicos expressionisats “Der golem” e “Der dibbuck”
Izaak Vaidergorn
UM HOMEM ENTRE MIL
Rudiard Kipling
(tradução dedicada a meu paíi Marcos Vaidergorn )
One man in a thousand, Solomon says,
Will stick more close than a brother.
And it's worth while seeking him half your days
If you find him before the other.
Nine nundred and ninety-nine depend
On what the world sees in you,
But the Thousandth man will stand your friend
With the whole round world agin you.
'Tis neither promise nor prayer nor show
Will settle the finding for 'ee.
Nine hundred and ninety-nine of 'em go
By your looks, or your acts, or your glory.
But if he finds you and you find him.
The rest of the world don't matter;
For the Thousandth Man will sink or swim
With you in any water.
You can use his purse with no more talk
Than he uses yours for his spendings,
And laugh and meet in your daily walk
As though there had been no lendings.
Nine hundred and ninety-nine of 'em call
For silver and gold in their dealings;
But the Thousandth Man h's worth 'em all,
Because you can show him your feelings.
His wrong's your wrong, and his right's your right,
In season or out of season.
Stand up and back it in all men's sight --
With that for your only reason!
Nine hundred and ninety-nine can't bide
The shame or mocking or laughter,
But the Thousandth Man will stand by your side
To the gallows-foot -- and after!
--------------------------------------------------------------------------
Um homem entre mil-diz Salomão-se unirá a ti com mais amor que a um irmão;
E vale a pena busca-lo metade da vida
Pois pelo menos o encontrarás antes da outra metade .
Novecentos e noventa e nove homens ¡!!!!!
Dependentes daquilo que os homens vêm em ti.
Mas ,o Milésimo Homem será teu fiel amigo
Embora todo mundo s e volte contra tí
E ,não serão as atenções,promessas ou súplicas
Que decidirão como vai encontra-lo
Novecentos e noventa e nove homens !!!!
Buscarão pelo que pareces, conquistas e tua glória
Mas,se Êle te encontra e tua a Êle
Todo resto do mundo perderá sua importancia
Porque o Milésimo Homem navegará contigo
por todos os mares e tempestades.
Poderas usar sua riqueza como se fosse tua e
E usará a tua como se fosse sua,
E sorrirá todos os días sem lembrar do que emprestou
Novecentos e noventa e nove homens!!!!!!
Reclamarão da riqueza de teus negocios ,
Mas,o Milésimo Homem ,
vale mais que todos juntos
Porque podes abrir docemente teu coração
Todas as suas tristezas também serão tuas
E suas alegrías também serão tuas
Assim,em todos os momentos,nas bons e maus momentos
Oferecerá seu apoio contra todos
Já que tua causa será sua propia causa.
Novecentos e noventa e nove homens !!!!
Não poderão suportar a vergonha,a burla e o rizo
Mas,o Milésimo Homem ,
sempre estará a teu lado
Até ultimo degrau do Patibulo - e com certeza depois.
Rudiard Kipling
(tradução dedicada a meu paíi Marcos Vaidergorn )
One man in a thousand, Solomon says,
Will stick more close than a brother.
And it's worth while seeking him half your days
If you find him before the other.
Nine nundred and ninety-nine depend
On what the world sees in you,
But the Thousandth man will stand your friend
With the whole round world agin you.
'Tis neither promise nor prayer nor show
Will settle the finding for 'ee.
Nine hundred and ninety-nine of 'em go
By your looks, or your acts, or your glory.
But if he finds you and you find him.
The rest of the world don't matter;
For the Thousandth Man will sink or swim
With you in any water.
You can use his purse with no more talk
Than he uses yours for his spendings,
And laugh and meet in your daily walk
As though there had been no lendings.
Nine hundred and ninety-nine of 'em call
For silver and gold in their dealings;
But the Thousandth Man h's worth 'em all,
Because you can show him your feelings.
His wrong's your wrong, and his right's your right,
In season or out of season.
Stand up and back it in all men's sight --
With that for your only reason!
Nine hundred and ninety-nine can't bide
The shame or mocking or laughter,
But the Thousandth Man will stand by your side
To the gallows-foot -- and after!
--------------------------------------------------------------------------
Um homem entre mil-diz Salomão-se unirá a ti com mais amor que a um irmão;
E vale a pena busca-lo metade da vida
Pois pelo menos o encontrarás antes da outra metade .
Novecentos e noventa e nove homens ¡!!!!!
Dependentes daquilo que os homens vêm em ti.
Mas ,o Milésimo Homem será teu fiel amigo
Embora todo mundo s e volte contra tí
E ,não serão as atenções,promessas ou súplicas
Que decidirão como vai encontra-lo
Novecentos e noventa e nove homens !!!!
Buscarão pelo que pareces, conquistas e tua glória
Mas,se Êle te encontra e tua a Êle
Todo resto do mundo perderá sua importancia
Porque o Milésimo Homem navegará contigo
por todos os mares e tempestades.
Poderas usar sua riqueza como se fosse tua e
E usará a tua como se fosse sua,
E sorrirá todos os días sem lembrar do que emprestou
Novecentos e noventa e nove homens!!!!!!
Reclamarão da riqueza de teus negocios ,
Mas,o Milésimo Homem ,
vale mais que todos juntos
Porque podes abrir docemente teu coração
Todas as suas tristezas também serão tuas
E suas alegrías também serão tuas
Assim,em todos os momentos,nas bons e maus momentos
Oferecerá seu apoio contra todos
Já que tua causa será sua propia causa.
Novecentos e noventa e nove homens !!!!
Não poderão suportar a vergonha,a burla e o rizo
Mas,o Milésimo Homem ,
sempre estará a teu lado
Até ultimo degrau do Patibulo - e com certeza depois.
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