Nós descemos 125
graus longe do Criador. Agora
é hora de subir de volta e reacender o vínculo.
Eis
que antes que as emanações fossem emanadas e as criaturas fossem criadas, a Luz
Superior, Simples, enchera toda a existência.
-
Rabi Isaac Luria (A Ari Sagrada), Árvore da Vida.
O
termo "Luz Superior" pertence ao Criador, cujo único desejo é dar
abundância infinita. Para
realizar Seu desejo de dar abundância, o Criador criou uma criatura que pode
receber a abundância que Ele quer dar. A
origem da palavra Bara (criada) está na palavra aramaica Bar (fora); Significa
"trazer para fora". A relação criador-criação é, portanto, uma
relação entre o interno e o externo: o Criador é a parte mais íntima da criação
e a criação é qualquer coisa que não é Ele.
A separação fortalece
Para
a criatura, o contato com o Criador é o maior prazer possível. Porque
o desejo do Criador é dar abundância, Ele criou dentro da criatura o único
desejo de precisamente a abundância que Ele quer dar.
No
entanto, em tal estado, a criatura não tem independência; É inteiramente
dominada pelo desejo de prazer. Nesse
sentido, não há criatura aqui, um ser independente e autônomo que escolhe
receber; Em
vez disso, o que existe é apenas um "produto" do desejo do Criador de
dar. Para
que a criatura adquira o livre arbítrio e o livre-arbítrio, para construir uma
relação genuína com o Criador, deve primeiro se separar do Criador, a fonte do
prazer. Somente
nesse estado a criatura pode decidir avançar para o Criador por sua própria
vontade.
Como
um pai que quer que seu filho seja tão forte e tão livre quanto ele, o Criador
gradualmente afasta-se da criatura, permitindo-lhe aprender a alcançar Seu
estado por si mesmo. Mas o desapego
do Criador não é um evento abrupto. É
um declínio gradual sobre 125 graus, ao grau deste mundo.
Como
acabamos de afirmar, o declínio da criatura é iniciado para que ele volte ao
Criador, mas desta vez, deve fazê-lo independentemente. Cada
declínio desse grau pela criatura simboliza a saída de dentro para fora, a
distância crescente do Criador, até o ponto de desprendimento completo. Quando
a criatura escolhe retornar ao Criador e subir a escada espiritual, ela
atravessará a distância do Criador e restabelecerá sua união com Ele. Durante
esse processo, a criatura ganhará verdadeira independência e, em última
instância, se unirá ao Criador.
De
cima para baixo, e de baixo para cima
O
processo de desprendimento termina no desmoronamento da criatura em miríades de
pedaços, chamados "almas". No final do processo, essas peças caem no
lugar mais externo, o mais distante do Criador, conhecido como "este
mundo" ou "o corpo mundo."
Neste
estado, a existência do Criador está totalmente escondida das almas. A
razão pela qual o mundo corpóreo existe é permitir-nos escolher voltar ao
Criador sobre o nosso apego a este mundo, e fazê-lo por nossa própria vontade.
Depois
do longo processo que nos levou ao total desapego do Criador, agora temos a
opção de começar a subida gradual e consciente para nossa raiz, o Criador. A
sabedoria da Cabala pode guiar nossa geração em seu caminho espiritual ao longo
dos 125 graus de volta à sensação da realidade completa - o Criador.
Em
seu artigo, "A Essência da Sabedoria da Cabalá", Baal HaSulam aborda
esta questão: "A sabedoria da Cabala é geralmente dividida em duas ordens
paralelas e idênticas, como duas gotas numa lagoa. A
única diferença entre eles é que a primeira ordem se estende de cima para
baixo, para este mundo, ea segunda ordem viaja de baixo para cima, precisamente
pelas mesmas rotas e maquiagens impressas na raiz quando elas aparecem de cima
para baixo.
Retornando à
Realidade Completa
Como
o Criador é o interno e a criação externa, as almas, também, são divididas em
interno e externo. Na
Cabala, a parte interna é chamada "a nação de Israel" ea parte
externa é chamada "as nações do mundo". A parte interna é considerada
mais próxima do Criador e deve, portanto, iniciar o retorno das almas ao
Criador . Nas
palavras de Baal HaSulam: "Os mundos são geralmente divididos em
interioridade e exterioridade ... e vocês devem saber que o ramo que se estende
da interioridade é o povo de Israel ... eles contêm a Preparação
para poderem se desenvolver e crescer, até que cheguem. Eles
também irão motivar as nações para alcançar o propósito geral. "
A
estrutura do mundo físico é uma réplica exata do mundo espiritual. É
por isso que a nação de Israel, em nosso mundo, aparece como um grupo de
pessoas cujo objetivo é levar o retorno ao reconhecimento do Criador.
Para
iniciar o processo, o povo de Israel recebeu o método da Cabala. Ao longo dos anos, Israel
perdeu
125 Degrees to Happiness We have descended 125 degrees away from
the Creator. Now it is time to climb back up and rekindle the bond. Behold that
before the emanations were emanated and the creatures were created, the Upper,
Simple Light had filled the whole existence. --Rabbi Isaac Luria (The Holy Ari),
Tree of Life. The term “Upper Light” pertains to the Creator, whose only desire
is to impart infinite abundance. To accomplish His desire to give abundance,
the Creator created a creature that can receive the abundance that He wants to
give. The origin of the word Bara (created) is in the Aramaic word Bar
(outside); it means “to bring out.” The Creator-creation relationship is
therefore a relationship between the internal and the external: the Creator
being the innermost part of creation, and creation being anything that is not
Him. Separation Strengthens For the creature, contact with the Creator is the
greatest possible pleasure. Because the Creator’s wish is to bestow abundance,
He created within the creature the sole wish for precisely the abundance that
He wants to give it. However, in such a state, the creature has no
independence; it is entirely dominated by the desire for pleasure. In that
sense, there is no creature here, an independent, autonomous being that chooses
to receive; instead, what exists is but a “product” of the Creator’s desire to
give. For the creature to acquire independent and free will, to build a genuine
relationship with the Creator, it must first become detached from the Creator,
the source of the pleasure. Only in that state can the creature decide to
advance toward the Creator of its own free will. As a father who wants his son
to be as strong and as free as him, the Creator gradually steps away from the
creature, allowing it to learn how to attain His state by itself. But detachment
from the Creator is not an abrupt event. It is a gradual decline over 125
degrees, to the degree of this world. As just stated, the creature’s decline is
initiated in order for it to return to the Creator, but this time, it must do
so independently. Each such decline in degree by the creature symbolizes the
exit from the inside out, the growing distance from the Creator, to the point
of complete detachment. When the creature chooses to return to the Creator and
climb the spiritual ladder, it will traverse the distance from the Creator and
reestablish its union with Him. During this process, the creature will gain
true independence and will ultimately unite with the Creator. From Above
Downward, and from Below Upward The detachment process ends in the shattering
of the creature into myriad pieces, called “souls.” At the end of the process,
these pieces fall into the outermost place, the farthest from the Creator,
known as “this world, or “the corporeal world.” In this state, the existence of
the Creator is totally hidden from the souls. The reason the corporeal world
exists is to allow us to choose returning to the Creator over our attachment to
this world, and to do it of our own free will. After the long process that has
brought us to total detachment from the Creator, we now have a choice to begin
the gradual and conscious climb to our root, the Creator. The wisdom of
Kabbalah can guide our generation on its spiritual path along the 125 degrees
back to the sensation of the complete reality—the Creator. In his article, “The
Essence of the Wisdom of Kabbalah,” Baal HaSulam addresses this very issue:
“The wisdom of Kabbalah is generally divided into two parallel, identical
orders like two drops in a pond. The only difference between them is that the
first order extends from above downward, to this world, and the second order
travels from below upward, through precisely the same routes and make-ups
imprinted at the root when they appeared from above downward.” Returning to the
Complete Reality As the Creator is the internal and creation the external,
souls, too, are divided into internal and external. In Kabbalah, the internal
part is called “the nation of Israel” and the external part is called “the
nations of the world.” The inner part is considered closer to the Creator, and
should therefore initiate the return of the souls to the Creator. In the words
of Baal HaSulam (“A Handmaid that is Heir to Her Mistress”): “The worlds are
generally divided into internality and externality… and you should know that the
branch extending from the internality are the people of Israel… they contain
the preparation to be able to develop and grow, until they arrive. They will
also motivate the nations to reach the overall purpose.” The structure of the
physical world is an exact replica of the spiritual world. This is why the
nation of Israel, in our world, appears as a group of people whose goal is to
lead the return to the recognition of the Creator. In order to start off the
process, the people of Israel were given the method of Kabbalah. Over the
years, Israel has lost its conta
Definições
de 125 Degrees to Happiness We have descended 125
degrees away from the Creator. Now it is time to climb back up and rekindle the
bond. Behold that before the emanations were emanated and the creatures were
created, the Upper, Simple Light had filled the whole existence. --Rabbi Isaac
Luria (The Holy Ari), Tree of Life. The term “Upper Light” pertains to the
Creator, whose only desire is to impart infinite abundance. To accomplish His
desire to give abundance, the Creator created a creature that can receive the
abundance that He wants to give. The origin of the word Bara (created) is in
the Aramaic word Bar (outside); it means “to bring out.” The Creator-creation
relationship is therefore a relationship between the internal and the external:
the Creator being the innermost part of creation, and creation being anything
that is not Him. Separation Strengthens For the creature, contact with the
Creator is the greatest possible pleasure. Because the Creator’s wish is to
bestow abundance, He created within the creature the sole wish for precisely
the abundance that He wants to give it. However, in such a state, the creature
has no independence; it is entirely dominated by the desire for pleasure. In
that sense, there is no creature here, an independent, autonomous being that
chooses to receive; instead, what exists is but a “product” of the Creator’s
desire to give. For the creature to acquire independent and free will, to build
a genuine relationship with the Creator, it must first become detached from the
Creator, the source of the pleasure. Only in that state can the creature decide
to advance toward the Creator of its own free will. As a father who wants his
son to be as strong and as free as him, the Creator gradually steps away from
the creature, allowing it to learn how to attain His state by itself. But
detachment from the Creator is not an abrupt event. It is a gradual decline
over 125 degrees, to the degree of this world. As just stated, the creature’s
decline is initiated in order for it to return to the Creator, but this time,
it must do so independently. Each such decline in degree by the creature
symbolizes the exit from the inside out, the growing distance from the Creator,
to the point of complete detachment. When the creature chooses to return to the
Creator and climb the spiritual ladder, it will traverse the distance from the
Creator and reestablish its union with Him. During this process, the creature
will gain true independence and will ultimately unite with the Creator. From
Above Downward, and from Below Upward The detachment process ends in the
shattering of the creature into myriad pieces, called “souls.” At the end of
the process, these pieces fall into the outermost place, the farthest from the
Creator, known as “this world, or “the corporeal world.” In this state, the
existence of the Creator is totally hidden from the souls. The reason the
corporeal world exists is to allow us to choose returning to the Creator over
our attachment to this world, and to do it of our own free will. After the long
process that has brought us to total detachment from the Creator, we now have a
choice to begin the gradual and conscious climb to our root, the Creator. The
wisdom of Kabbalah can guide our generation on its spiritual path along the 125
degrees back to the sensation of the complete reality—the Creator. In his
article, “The Essence of the Wisdom of Kabbalah,” Baal HaSulam addresses this
very issue: “The wisdom of Kabbalah is generally divided into two parallel,
identical orders like two drops in a pond. The only difference between them is
that the first order extends from above downward, to this world, and the second
order travels from below upward, through precisely the same routes and make-ups
imprinted at the root when they appeared from above downward.” Returning to the
Complete Reality As the Creator is the internal and creation the external,
souls, too, are divided into internal and external. In Kabbalah, the internal
part is called “the nation of Israel” and the external part is called “the
nations of the world.” The inner part is considered closer to the Creator, and
should therefore initiate the return of the souls to the Creator. In the words
of Baal HaSulam (“A Handmaid that is Heir to Her Mistress”): “The worlds are
generally divided into internality and externality… and you should know that
the branch extending from the internality are the people of Israel… they
contain the preparation to be able to develop and grow, until they arrive. They
will also motivate the nations to reach the overall purpose.” The structure of
the physical world is an exact replica of the spiritual world. This is why the
nation of Israel, in our world, appears as a group of people whose goal is to
lead the return to the recognition of the Creator. In order to start off the process,
the people of Israel were given the method of Kabbalah. Over the years, Israel
has lost its conta
Sinônimos
de 125 Degrees to Happiness We have descended 125
degrees away from the Creator. Now it is time to climb back up and rekindle the
bond. Behold that before the emanations were emanated and the creatures were
created, the Upper, Simple Light had filled the whole existence. --Rabbi Isaac
Luria (The Holy Ari), Tree of Life. The term “Upper Light” pertains to the
Creator, whose only desire is to impart infinite abundance. To accomplish His
desire to give abundance, the Creator created a creature that can receive the
abundance that He wants to give. The origin of the word Bara (created) is in
the Aramaic word Bar (outside); it means “to bring out.” The Creator-creation
relationship is therefore a relationship between the internal and the external:
the Creator being the innermost part of creation, and creation being anything
that is not Him. Separation Strengthens For the creature, contact with the Creator
is the greatest possible pleasure. Because the Creator’s wish is to bestow
abundance, He created within the creature the sole wish for precisely the
abundance that He wants to give it. However, in such a state, the creature has
no independence; it is entirely dominated by the desire for pleasure. In that
sense, there is no creature here, an independent, autonomous being that chooses
to receive; instead, what exists is but a “product” of the Creator’s desire to
give. For the creature to acquire independent and free will, to build a genuine
relationship with the Creator, it must first become detached from the Creator,
the source of the pleasure. Only in that state can the creature decide to
advance toward the Creator of its own free will. As a father who wants his son
to be as strong and as free as him, the Creator gradually steps away from the
creature, allowing it to learn how to attain His state by itself. But
detachment from the Creator is not an abrupt event. It is a gradual decline
over 125 degrees, to the degree of this world. As just stated, the creature’s
decline is initiated in order for it to return to the Creator, but this time,
it must do so independently. Each such decline in degree by the creature
symbolizes the exit from the inside out, the growing distance from the Creator,
to the point of complete detachment. When the creature chooses to return to the
Creator and climb the spiritual ladder, it will traverse the distance from the
Creator and reestablish its union with Him. During this process, the creature
will gain true independence and will ultimately unite with the Creator. From
Above Downward, and from Below Upward The detachment process ends in the
shattering of the creature into myriad pieces, called “souls.” At the end of
the process, these pieces fall into the outermost place, the farthest from the
Creator, known as “this world, or “the corporeal world.” In this state, the
existence of the Creator is totally hidden from the souls. The reason the
corporeal world exists is to allow us to choose returning to the Creator over
our attachment to this world, and to do it of our own free will. After the long
process that has brought us to total detachment from the Creator, we now have a
choice to begin the gradual and conscious climb to our root, the Creator. The
wisdom of Kabbalah can guide our generation on its spiritual path along the 125
degrees back to the sensation of the complete reality—the Creator. In his
article, “The Essence of the Wisdom of Kabbalah,” Baal HaSulam addresses this
very issue: “The wisdom of Kabbalah is generally divided into two parallel,
identical orders like two drops in a pond. The only difference between them is
that the first order extends from above downward, to this world, and the second
order travels from below upward, through precisely the same routes and make-ups
imprinted at the root when they appeared from above downward.” Returning to the
Complete Reality As the Creator is the internal and creation the external,
souls, too, are divided into internal and external. In Kabbalah, the internal
part is called “the nation of Israel” and the external part is called “the
nations of the world.” The inner part is considered closer to the Creator, and
should therefore initiate the return of the souls to the Creator. In the words
of Baal HaSulam (“A Handmaid that is Heir to Her Mistress”): “The worlds are
generally divided into internality and externality… and you should know that
the branch extending from the internality are the people of Israel… they
contain the preparation to be able to develop and grow, until they arrive. They
will also motivate the nations to reach the overall purpose.” The structure of
the physical world is an exact replica of the spiritual world. This is why the
nation of Israel, in our world, appears as a group of people whose goal is to
lead the return to the recognition of the Creator. In order to start off the
process, the people of Israel were given the method of Kabbalah. Over the
years, Israel has lost its conta
Exemplos
de 125 Degrees to Happiness We have descended 125
degrees away from the Creator. Now it is time to climb back up and rekindle the
bond. Behold that before the emanations were emanated and the creatures were
created, the Upper, Simple Light had filled the whole existence. --Rabbi Isaac
Luria (The Holy Ari), Tree of Life. The term “Upper Light” pertains to the
Creator, whose only desire is to impart infinite abundance. To accomplish His
desire to give abundance, the Creator created a creature that can receive the
abundance that He wants to give. The origin of the word Bara (created) is in
the Aramaic word Bar (outside); it means “to bring out.” The Creator-creation
relationship is therefore a relationship between the internal and the external:
the Creator being the innermost part of creation, and creation being anything
that is not Him. Separation Strengthens For the creature, contact with the
Creator is the greatest possible pleasure. Because the Creator’s wish is to
bestow abundance, He created within the creature the sole wish for precisely
the abundance that He wants to give it. However, in such a state, the creature
has no independence; it is entirely dominated by the desire for pleasure. In
that sense, there is no creature here, an independent, autonomous being that
chooses to receive; instead, what exists is but a “product” of the Creator’s
desire to give. For the creature to acquire independent and free will, to build
a genuine relationship with the Creator, it must first become detached from the
Creator, the source of the pleasure. Only in that state can the creature decide
to advance toward the Creator of its own free will. As a father who wants his
son to be as strong and as free as him, the Creator gradually steps away from
the creature, allowing it to learn how to attain His state by itself. But
detachment from the Creator is not an abrupt event. It is a gradual decline
over 125 degrees, to the degree of this world. As just stated, the creature’s
decline is initiated in order for it to return to the Creator, but this time, it
must do so independently. Each such decline in degree by the creature
symbolizes the exit from the inside out, the growing distance from the Creator,
to the point of complete detachment. When the creature chooses to return to the
Creator and climb the spiritual ladder, it will traverse the distance from the
Creator and reestablish its union with Him. During this process, the creature
will gain true independence and will ultimately unite with the Creator. From
Above Downward, and from Below Upward The detachment process ends in the
shattering of the creature into myriad pieces, called “souls.” At the end of
the process, these pieces fall into the outermost place, the farthest from the
Creator, known as “this world, or “the corporeal world.” In this state, the
existence of the Creator is totally hidden from the souls. The reason the
corporeal world exists is to allow us to choose returning to the Creator over
our attachment to this world, and to do it of our own free will. After the long
process that has brought us to total detachment from the Creator, we now have a
choice to begin the gradual and conscious climb to our root, the Creator. The
wisdom of Kabbalah can guide our generation on its spiritual path along the 125
degrees back to the sensation of the complete reality—the Creator. In his
article, “The Essence of the Wisdom of Kabbalah,” Baal HaSulam addresses this
very issue: “The wisdom of Kabbalah is generally divided into two parallel,
identical orders like two drops in a pond. The only difference between them is
that the first order extends from above downward, to this world, and the second
order travels from below upward, through precisely the same routes and make-ups
imprinted at the root when they appeared from above downward.” Returning to the
Complete Reality As the Creator is the internal and creation the external,
souls, too, are divided into internal and external. In Kabbalah, the internal
part is called “the nation of Israel” and the external part is called “the
nations of the world.” The inner part is considered closer to the Creator, and
should therefore initiate the return of the souls to the Creator. In the words
of Baal HaSulam (“A Handmaid that is Heir to Her Mistress”): “The worlds are
generally divided into internality and externality… and you should know that
the branch extending from the internality are the people of Israel… they
contain the preparation to be able to develop and grow, until they arrive. They
will also motivate the nations to reach the overall purpose.” The structure of
the physical world is an exact replica of the spiritual world. This is why the
nation of Israel, in our world, appears as a group of people whose goal is to
lead the return to the recognition of the Creator. In order to start off the
process, the people of Israel were given the method of Kabbalah. Over the
years, Israel has lost its conta
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também
Traduções
de 125 Degrees to Happiness We have descended 125
degrees away from the Creator. Now it is time to climb back up and rekindle the
bond. Behold that before the emanations were emanated and the creatures were
created, the Upper, Simple Light had filled the whole existence. --Rabbi Isaac
Luria (The Holy Ari), Tree of Life. The term “Upper Light” pertains to the
Creator, whose only desire is to impart infinite abundance. To accomplish His
desire to give abundance, the Creator created a creature that can receive the
abundance that He wants to give. The origin of the word Bara (created) is in
the Aramaic word Bar (outside); it means “to bring out.” The Creator-creation
relationship is therefore a relationship between the internal and the external:
the Creator being the innermost part of creation, and creation being anything
that is not Him. Separation Strengthens For the creature, contact with the
Creator is the greatest possible pleasure. Because the Creator’s wish is to
bestow abundance, He created within the creature the sole wish for precisely
the abundance that He wants to give it. However, in such a state, the creature
has no independence; it is entirely dominated by the desire for pleasure. In
that sense, there is no creature here, an independent, autonomous being that
chooses to receive; instead, what exists is but a “product” of the Creator’s
desire to give. For the creature to acquire independent and free will, to build
a genuine relationship with the Creator, it must first become detached from the
Creator, the source of the pleasure. Only in that state can the creature decide
to advance toward the Creator of its own free will. As a father who wants his son
to be as strong and as free as him, the Creator gradually steps away from the
creature, allowing it to learn how to attain His state by itself. But
detachment from the Creator is not an abrupt event. It is a gradual decline
over 125 degrees, to the degree of this world. As just stated, the creature’s
decline is initiated in order for it to return to the Creator, but this time,
it must do so independently. Each such decline in degree by the creature
symbolizes the exit from the inside out, the growing distance from the Creator,
to the point of complete detachment. When the creature chooses to return to the
Creator and climb the spiritual ladder, it will traverse the distance from the
Creator and reestablish its union with Him. During this process, the creature
will gain true independence and will ultimately unite with the Creator. From
Above Downward, and from Below Upward The detachment process ends in the
shattering of the creature into myriad pieces, called “souls.” At the end of
the process, these pieces fall into the outermost place, the farthest from the
Creator, known as “this world, or “the corporeal world.” In this state, the
existence of the Creator is totally hidden from the souls. The reason the
corporeal world exists is to allow us to choose returning to the Creator over
our attachment to this world, and to do it of our own free will. After the long
process that has brought us to total detachment from the Creator, we now have a
choice to begin the gradual and conscious climb to our root, the Creator. The
wisdom of Kabbalah can guide our generation on its spiritual path along the 125
degrees back to the sensation of the complete reality—the Creator. In his
article, “The Essence of the Wisdom of Kabbalah,” Baal HaSulam addresses this
very issue: “The wisdom of Kabbalah is generally divided into two parallel,
identical orders like two drops in a pond. The only difference between them is
that the first order extends from above downward, to this world, and the second
order travels from below upward, through precisely the same routes and make-ups
imprinted at the root when they appeared from above downward.” Returning to the
Complete Reality As the Creator is the internal and creation the external,
souls, too, are divided into internal and external. In Kabbalah, the internal
part is called “the nation of Israel” and the external part is called “the
nations of the world.” The inner part is considered closer to the Creator, and
should therefore initiate the return of the souls to the Creator. In the words
of Baal HaSulam (“A Handmaid that is Heir to Her Mistress”): “The worlds are
generally divided into internality and externality… and you should know that
the branch extending from the internality are the people of Israel… they
contain the preparation to be able to develop and grow, until they arrive. They
will also motivate the nations to reach the overall purpose.” The structure of
the physical world is an exact replica of the spiritual world. This is why the
nation of Israel, in our world, appears as a group of people whose goal is to
lead the return to the recognition of the Creator. In order to start off the
process, the people of Israel were given the method of Kabbalah. Over the
years, Israel has lost its conta
Alhos
com bugalhos ,uma tentativa irresponsável de relacionar paradoxos da vida comum
e as questões metafísicas da criação artística.
“Just as the majesty of mosaics remains despite their
fragmentation into capricious particles, so philosophical reflection need not
be concerned about its vitality” W.Benjamin
(Origin, 28). Selecte Wriings
"Incansável, o pensamento começa
sempre de novo, e volta sempre, minuciosamente, às próprias coisas. Este fôlego
infatigável é a mais autêntica forma de contemplação. Pois ao considerar um
mesmo objeto nos vários estratos de sua significação, ela recebe ao mesmo tempo
um estímulo para o recomeço perpétuo e uma justificação para a intermitência do
seu ritmo. Ela não teme, nessas interrupções perder sua energia, assim como o
mosaico, na fragmentação caprichosa de suas partículas, não perde sua
majestade. Tanto o mosaico e a contemplação justapõem elementos isolados e
heterogêneos, e nada manifesta com mais força o impacto transcendente, quer da
imagem sagrada, quer da verdade. O valor desses fragmentos de pensamento é
tanto maior quanto menor sua relação imediata com a concepção básica que lhes
corresponde, e o brilho da representação depende desse valor da mesma forma que
o brilho do mosaico depende da qualidade do esmalte."
(Walter Benjamin) Selected writings
"(...) E nem julguem que alhos e
bugalhos são coisas diferentes, são reflexos diferentes da mesma coisa. Como
num mosaico incrustado de espelhos. Explico: quando se tira um pedacinho dum
mosaico, não se percebe, olhando só para o pedacinho, que faz parte do nariz e
por isso pode perfeitamente passar a fazer parte de qualquer outra imagem para
que seja necessário, mesmo num mosaico sem nariz. É certo que também se poderia
ir retirando do mosaico todos os pedacinhos, como ao gato que sorria tanto para
a Alice que acabou só sorriso sem gato. Mas os gatos são gatos e sorrisos nem
sempre. Por isso o sorriso hamletiano de Yorick transmigou para a página em
preto e branco de Sterne, donde ressuscitou como mestre tutelar dos sorrisos
oblíquos. Além de que é minha firme convicção de que, num mosaico com nariz, o
nariz precisa do seu pedacinho. Faço isso por voto solene de que irei trazendo
para este meu mosaico todos os pedaços necessários para nariz, olhos, dentes,
boca, só que não obrigatoriamente nesta ordem e nem sempre pertencentes ao
reflexo fictício do mesmo rosto. E terá de ser o leitor a encontrar os espaços
mais adequados para colocá-los, segundo o amor tiver".
(Helder Macedo)
Devo
a Gilberto Freyre a inspiração e a coragem para enunciarminha primeira tentativa de estabelecer uma
ordem ou sentido na prolixa relação de fatos e produtos que constituem o que
chamam nossa vida real e ao universo que se não for real ou imaginário uma
ficção construída que se aproxime daquilo que desejamosPorque é no desejo que se encerra a
semente das grandes sonhos Não esqueci de Walter Benjamim ou Helder Macedo como
introdução porque são autores que só e tão somente retificaram a minha crença
que existe uma ordem superior que se não for divina é plenamente artística mas
como metodologia “Alhos & bugalhos ” Ensaios sobre temas contraditórios: De
Joyceà Cachaça,de José Lins doRego ao Cartão Postal.é a referencia primeira
àquele que desejem libertar-se das obviedades e da burocracia
O
que torna fascinante esta obra ,não a mais importante ou conhecida do autor
éa nítida impressão que falar de coisas
diversas é um estagio de grande sabedoria dos mestres que parece mse deleitar com o sabor das descobertas
insólitas e sua relação com o imenso arcabouço que a história,a filosofia e a
literatura lhes dá .Porque o sábio como o artista transforma uma folha em
branco numa Mona-Lisa ou Gioconda assim como o ignorante é incapaz de sentir a
mínima emoção diante da obra dos grandes mestres.
Após uma defesa de tese de doutorado sobre
filosofia grega ouvia ,na surdina,atentamente as discussões da bancaque me soavam encantadoras pois tratavam de
umametafísica dos vazios .Perguntei aos
mestres de que falavam e este me responderam- do jogo do Palmeiras e
Corinthians .Ou seja através do filtro sábio um jogo de bola se tornara uma
fantástica discussão sobre os vazioscomo o são os vazios de um dançaonde bailarino e espaço se encontram com a musica ou sons da multidão no estádio.Lembrei-me do dito cabalista que diz que é
preciso não só aprender as letras pretas mas também aprender a ler as letras
brancas.
Encontrar
no canto ,porão ou sótão daquilo que vivenciamos e produzimos e entender a
intima relação dos mistérios ,do insólito ,das sincronias é talvez a arte
suprema, privilégio de poucos assim como a liberdade o é para poucos.
Acho
que a minha qualidade maior de viajeiro, daquele viajeiro sem planos ou guias
me aproximaram de um mundo de acasos e sinais destas relações que para mim
determinaram minha relaçãocom o mundo e
se há um guia para o descobridor colocaria na obra de H.Hesse “o guia dos
Ociosos” minha outra inspiração para esta doce irresponsabilidade .
Viajar
para mim passou a ser o exercício da liberação das ansiedades e angustiase se para alguns possa parecer estranho Poços
de Caldas foi a minha grande experiência de liberdade aos 9 anos e esta cidade
tornou-se minha referencia de peregrinação porque foi lá na escuridão do antigo
hotel Lealdade que descobri o sabor do mistério, da água ,de meu corpo.
Durante
anos lutei sendo um mau aluno e depois bom e depois não querendo mais estudar e
trabalhar para poder curtir o centro de São Paulo,o edifício Santa Helena ,e a
companhiaonírica da sessões do
cineSta Helena e me transformar num
sebologo nesta constate descoberta e esperança de um sinal nas estantes das
livrarias e bibliotecas .
Mas
há um trabalho de peso que ensina aos iniciados como se pode encontrar sinais
no próprio espaço pois ele ,como o tempo, organiza o nosso ser e embora
confundamos com o físico ,o material ele esta mais para a poesia ,na imagem,no
cinema e principalmente na memória como peça do mosaico fractal que esta ali e
acolá e
Lembrando
que somos sempre os autores desta arquitetura imaginária.
“O
homem esta no céu ,assim como o céu está no homem ”é a lição que Bachelard nos
dá no seu “Poética do espaço” ,Esta obra se tornou meu livro de cabeceira
,minha bíblia diante dainquietude como
professor sobre o que era afinal a arquitetura .Quem entende só arquitetura não
entende nada de arquitetura. Roubei-a de uma outra que se referia a filosofia.
Pois quanto mais definamos a
arquitetura mais nos aproximamos da filosofia. .É certo que os profissionais
arquitetos a reduziram a edificação mas quanto mais sábios se tornam maisse aproximam do nada ,do vazio.E eu que já
tive o privilegio de conhecera obra de
Le Corbusier até em Chandigar me convenciao visitar a “le cabanom”, sua casana costa azul ,onde morreu e entender caminhando alguns quilômetros até
seu atelier ,um simples cubo diante de uma paisagem maravilhosa, a semelhança
com uma peregrinação no encontro com nós mesmos.
Anseio
Diz
o poeta , que a palavra anseio vem diretamente da origem materna .O seu seio.
Portanto
ao analisarmos as nossas ansiedades como motivadoras da nossa ação criativa
necessitamos uma compreensão maior deste ato ancestral que é o alimento que
jorra deste circulo no seu ponto focal.
Afora seu significado imediato de
fonte de alimento materno “no seio” também significasua mais profunda presença e ao
representarem-no como circulo e um ponto podemos deduzir duas opções ,como algo
em expansão ,ou centro de atração O espaço vaziosempre potencial ou o espaço vazio a ser
preenchido.
Para encontrarmos a plenitudeexpressa nesta permanente presençadevemosprocurar na nossaorigem os dois
pólos que nos compõem,mater,pater,anima,animus.
Lembraremos
que a palavra mater vem do sanscrito “matr” ,útero e pater como a substancia
divina que se colapsanesse encontro de
vida.
Não
confundirmos esta substancia etérea, quântica com as imagens deturpadas que a
sociedade quer imporcomo elementos
diferenciados entre um do outro.
Pai
e mãe estão intrinsecamente unidos em nós e na nossa relação com o mundo e como
fulcro de percepção da sacralidade ancestral e o futuro como elemento de
continuidade desta mesma fonte
Há
uma definição de sagrado . -“É o traço sutil entre o conhecido e o
desconhecido....
Portanto
esta linha quase desaparecida é que liga o passado ao futuro sob a forma de
arquétipos ou mitopoética ou uma mitologia em constante recriação .Não é por
acaso que ela se manifesta em labirintos e mandalas.
Há
nesta linha sutil um poder de desenhar-se manifestando-se como rito ,imagem ,
arte ou arquitetura e notadamente como sonho e projeto.
O
encontro com os mortos que se nos apresenta como tabu pavoroso deverá ser
substituído pelo equilíbrio com a meditação sobre nós mesmos, o que fizemos e
se o não fizemos.,sonhamos
Entretanto
o sagrado como experiência nem sempre pode ser representado. É uma lembrança
incompleta
Há
uma estória hassídicaque diz que ao
nascermos sabemos tudo e aí vem um anjo e assopra e esquecemos tudo .A vida é
então um eterno relembrar do que já sabemos...e a respiração o pulsar desta
força resguardada por anjos escondidos .A vida uterina seria a expressão da
plenitude e daatemporalidade.e lembrar é primordialmente um ato de sentir e pensar. Um
constructo pessoal no tempo e espaçoE
desta forma é arte como nos lembra Argan.
O
mito do eterno retorno é um ato constante de relembrança criativa reunindo os
fragmentos da racionalidade que nos separam da divindade
Nossa
educação tem pautado por um esquecimento do essencial para dar lugar ao óbvio.
A
religião que se arvora detentora dos mistérios da sacralidadeesconde os sinais dos sendeiros da
iluminação.
A
religiosidade poremdeve fazer parte
desta nova pedagogia dos descobrimentos angelicais e a sacralidade não pode
mais ser confundida como o substituto desta experiência do descobrimento.
Como
exemplo desta peregrinação pelo mistério do sagrado lembraria o filme de
Tarkovsky “Stalker” quando um cientista, um filosofo e um sensitivo percorrem
caminhos tenebrosos em busca de uma resposta. A ciênciae a filosofia jamais poderão entender a
sutilidade dos sinais num mundo aparentemente sem ordem representados por um
cenário caótico de ferro-velhos ,entulho e lama.
O
tempo é fornecido ao espectador como exercício estético de transcendência onde
o roteiro é secundário .O espectador chega a exaustão e pela exaustão ao êxtase
.
No plano arquetípicopoderiamos encontrar nos 14 estações ,ou
passos na “Paixão de Cristo” uma similaridade com esta procura pelo êxtase .
Embora
representadas bidimensionalmente nas igrejas e templos são os espaços de
peregrinação um simulacro da Jerusalém prometida.
Mas Tarkovsky que viveu no momento
mais tenebroso da repressão estalinista mostra-nos através da arteo exercício que cada um pode fazer para
encontrar sua Jerusalém ( a cidade da paz ) como uma filologia das imagens
Para
Joseph Brodsky ,escritor russo ganhador do prêmio Nobel de Literatura o “Filólogo
é um advogado do espírito” .Ao decodificar as palavras ,os sons primários como
os teatrologosdecodificam os gestos e
seus sons numa multitude de relações onde o roteiro é secundário revelando-nos
no ritoa única maneira de defender o
espírito em sua essência
No
meu artigo “ a perene alquimia do construir” publicado na revista AU descrevo
minha experiência particular de encontrar o sagrado na construção do espaço e
uma outra rica experiência de exercitarmeus alunos nesta mesma procura .Foram quase 20 anos de trabalho
Os
resultados foram muitas questões ediversas indagações das quais ainda não tenho resposta.
Um
dia uma aluna da PUCCme mostra uma
xerox desbotadae diz que foi um amigo
de Londrina que lhe havia enviado como ilustração de algo novo e interessante e
da qual sobre o autor gostaria de saber algo mais. Surpreso percebi que se
tratava do mesmo artigo e ao rele-lo pensei em saber algo mais sobre mim mesmo
depois de todos estes tempos .
Lembrei-me
que ele surgiu de uma gravação que o editorhavia feito sem me consultar e depois ao enviar a transcrição afirmar
que minhas palavras eram mais interessantes que o texto teórico que eu havia
escrito.
Em
outros termos o que eu falara era mais interessante do que escrevera.
De
fato eu falara com o coração com o mesmo ímpeto em que faço minhas solitárias
poesias ou pinturas
Gilberto Freire em “Alhos e bugalhos”
antecipou esta conclusão ao advertir-nos sobre a carência de bons escritores na
vida acadêmica.Com sua mordacidade peculiar fala de Eça de Queiroz –que não
gostava de ser considerado nem literato nem letrado -e sim artista .Com tantas
normas de elaboração acadêmicao que
desejamos expressarna nossa mais
profunda essência poética com nosso ardor sensual, plastico, interpretativo
,místico e até filosófico como artistasque somos fica reduzido a mecanicidade dos textos ,registros
documentais, subsociologias em subcriativos sociologuesou subfilosofias traçadas em filosofês e
tratatos de subarquitetura em arequitetês .
Sou
muito grato ao editor pela corajosa advertênciapois ao falar ,neste artigo, de uma outra maneira de conceber o espaço
sem a noção clássica do projeto e desenvolver com os alunos uma experiência de
construção e ocupação do espaço sem os tradicionais mecanismos como o desenho
eu de certa forma contestava a noção clássica de Arquitetura como uma atividade
surgida no Renascimento e todas as definições ,conceitos e normas que
sustentam-na como campo de investigação e atividade profissional da edificação
Estou
convicto que a construção do nosso espaço é uma atividade mágica com poderes de
transformação dos indivíduose que a
intervenção de estranhos com métodos e raciocínios alheios ao ritual pode
comprometer o resultado da interação .E Projetar como entendemos modernamente
subtendendo-secomo controlede um processo com objetivo de atingir uma idéiapreconcebida não necessariamente uma
experiência de auto-conhecimento Embora possa haver múltiplas idéias que
revelam nossa história é na ação sem controle que se expressa esta relação que
chamamos mágica.
O
conceito de magiadeve ser entendido
dentro de uma perspectiva psicológica onde o foco é o processo de (Syn
balocom jogo) .A grande questão é
entender como se dá este processo lúdico de significação e em que medida ele
passa a ser a referencia de uma estrutura que sustenta o indivíduo e sua
relação com o mundo. e ao contrário da diabolização (dia-balo sem jogo) que separa
,fragmenta ,a simbolizarão é a qualidade humana queda sentido, ordemas partes
Entender
como Huizingaem seu “Homo Ludens” a
natureza lúdica de nossas relações com o sagrado e acontrapartida “História do diabo “ de Villem
Flusser que trata das questões que levaram o homem a criar a civilização ou o
mundo profano como duas faces da constituição humana
AArquiteturamuito antes de sua constituição como campo se aproximava ao que nos
estamos referindotendo permanecidocomo forte referencialna Maçonaria,na Teosofia e outros manifestações esotéricas como metáfora do
desenvolvimento humano ou a busca do sentido no universo aparente.
É
curioso o uso que os advogados fazemdos
termos arquitetura eengenharia jurídica
Esta entendida como o normas, leis e procedimentos e a primeira como o seu
sentido alocando-se no campo da Filosofia do Direito diante dos seusevidentes paradoxos.O que de certa forma se aproxima dos conceitos
contemporâneos da Arquitetura como um campo da Linguagem com uma codificação,
sintaxe e semântica.
Mas
a busca do sentido através da construção não é a repetição mecânica de modelos
formais mas a acurada percepção dos fatoreselementais que determinarão uma solução formal. A terra, o ar, luz,sol ,o vento,o entorno e a nossa história com todos os nossos arquétipos ancestrais.
A
decisão de não fazer um projeto no sentido clássico passou entretanto pela
grande incapacidade de definir um espaço adequado que atendesse as minhas
complexas contradições .Ou seja, não sabia quem eu era evidentemente e
construir sem enfrentar esta realidade me parecia uma grande tolice ou perda de
oportunidade.
Construir
é tratar com todas as experiências de espaço e tempo na nossa vida, do útero,
as primeiras luzes e sombras ,os primeiros passos ,a percepção do ambiente que
nos cerca ,nossa vizinhança,a cidade, o
território como primeira compreensão da virtualidade ,as nossa viagens internas
e externas.
A
primeira experiência alquimista da construção foi com meu primeiro sócio que
costumava guardar os materiais das reformas que fazíamos de instalações
bancarias e comerciais num depósito e nos fins de semana distribui-los no seu
centro espirita aos favelados que viviam nas imediações do centro . Convidou
–me para orienta-los e eu me esforçava para imaginar o uso que poderiam ter
asimensa vigas de aço ouos vidros temperados. Este exercício de uso
potencial dos objetos me parece um dos grandes aprendizados que tive em minha
vida.
Bernard
Rudofskyautor de “Arquitetura sem
Arquitetos” foi um dos grandes precursores dessa abordagem antropológica da
arquitetura que se seguiu por um série de publicações como “Arquitetura animal”
ou “Arquitetura vernacular”e uma
apuração do olhar diante das construções não planejadas por profissionais mas
que detinham uma riqueza de elementos estruturais e uma beleza inconteste.
Rudofsky que havia viajado pelo mundo e inclusive vivido no Brasil onde
projetou diversas residências começava a contestar as teorias modernistas,
funcionalistas e racionalistas com seus princípios dogmáticos de projetação da
habitação e da cidade.
Frank
Lloyd Wrigth talvez tenha sido o grande exemplo da necessidade de renovação dos
conceitos de pensamento e concepção do espaço ao propor-se junto com um grupo
de discipulos uma viajem de Chigago ao Deserto de Arizona para a construção de
uma nova escola,Taliesin West. F.L.Wrigt adepto das idéias de Gurdjief entendia
a profunda necessidade desta viajem (onde se discutiram questões de natureza
filosófica fundamentais) e a ocupação do sítio através de barracas e a
construção com os materiais locais interagindo com elementos da natureza com a
mais profunda intensidade.
Foi
precussor das ideias de Paolo Soleri para o Arcosanti e sem dúvida uma
inspiração para o arquiteto e pintor austriaco Hundertwasser.
Não
podemos nos esquecer das projeções futuristas de Charles Jenks no seu
Arquitetura
2000 e seu “efeito édipo” ao discutir como uma das tendênciasfuturistas o que chamou de Adhocismo
referencia a arquitetura “ad hoc”realizada com a sucata da sociedade consumista
Nos
arquétipos bíblicos encontramos exemplos magníficosde inspiração na concepção de espaços.
A
começar da Arca de Noéque é o arquétipo
primordial da Arca da Aliança .
Na
torre de Babel como arquétipo de nossa própria confusão de línguas ou
linguagens produto de nossa pretensão egoica de se apoderar do céu
desconhecido.
A
escada de Jacócomo símbolo de ascensão
e predecessor do calvário de Cristo
O tabernáculocomo universo simbólicoe simulacro da arquitetura divina.
Foi Filon de Alexandria o primeiro a
encontrar na arquitetura doTabernáculo
os sinais quenos permitiriam entender
os mistérios da criação divina.
Podemos
portanto encontrar na estruturação dos espaços razões de naturezaancestraldiversas das razões de natureza funcional ou estética.
Reconhecer
a importância dos mesmos na nossa própria história pode contribuir para
entendermos osnossos desejos derepresentação ao organizarmos nosso próprio
espaço.
A
Bessarabia ou a Moldavia como a designam atualmente não tem belezasnaturais memoráveis .Sua paisagem é
repetitiva e monótona mas sua pequenas vilas e seu povo guardaram elementos
simbólicos que a globalização já há muito destruiu em outras partes do mundo
.Não há edificação que não tenha seu poço postado a sua frete como um templo de
culto a água semprea disposição dos
passantes.Ricamente ornamentados
sobreviveram as terríveis guerras de destruição. Não há bombas de recalque mas
o mesmo sistema arcaico de baldes puxados por cordas .É um espetáculo lindo ver
as moças retirando pausadamente baldes e baldes. Adentrando as edificações ,as
parreiras de uvas que cresciam as vezes até os altos andares das cidades
grandes e as adegas onde se faziam os soberbos vinhos com diferentes
saboresa demonstrar a relação entre a
terra ,a água ,o sol e todos os elementos. É uma experiência única beber o
vinho na mesma terra em que é produzido.
Antes
mesmo de pensar em construir a casacontratei um poceiro e este com a ajuda de uma forquilha insistiu em
escava-lo bem ao centro do terreno.
Não
adiantaram meus argumentos pois segundo ele se não fosse ali ele não o faria.
Assim
o meu poço foi escavado bem no centro do terreno para escárnio de todos os
colegas arquitetos
O
poço foi(e é) a referencia de todo processo de construção da casa.
A
casa não seria o que é não fosse a insistência deste xaman das águas
A
água como o batismo é o renascimento constante .Trata-la como uma questão
hidráulica é simplesmente desconhecer o poder deste elemento
O
poço participa de diversas maneiras no nosso inconsciente. A expressão –“estar
no fundo do poço” parece referir-se ao ponto máximo de tolerância mas também o
ponto de reação. A água na história além das necessidades de sobrevivência
trouxe uma contribuição para a cultura da saúde do corpo através das termas e
balneários .
O
poço está no centro do octogono do I chingcomumente representado nas moedas chinesa octogonais com um furo no meio
e é também associado a ideiade alma
(representada também como um circulo,o vazio, e o ponto a alma).
Ao
contrário das grandes obras arquitetônicas que confundem a qualidade do espaço
com o resultado ou o valor do ambiente.Aquilo que o rabino Henshel chamou de
“arquitetura do tempo” em contrapartida à “arquitetura do espaço”.Na primeira
está a relação do indivíduo ou protagonista com o universo ou como escreve
Helder Macedo uma parte do grande labirinto e a outra o totem que ilude o
sentido das coisas.
Cada
vez mais se constroem torres de Babelimpedindo o diálogo do humano com estas esculturas inúteis.
Qual
é o significado destas obras cercadas de favelas e refugiados?
Em
contrapartida o universo temporal das etnias do deserto e da Amazonia procuram manter
sua arquitetura do tempo.
Ficção e realidade- a históriada relação entre Gottschalk e a monarquia
brasileira
A idéia é mostrar como o devaneio de um compositor
podeatender a obsessiva e alienada
vontade dafamíliareal de realizar uma festa aonde será apresentado
um CONCERTO MONSTRO na ilha Fiscal baseado no hino nacional brasileirosem considerar as dificuldades para a
obtenção dos pianos para tal apresentação enquanto a monarquia se desfaz em
função dos fatos que aconteciam-aguerra, a abolição da escravatura ,etc.
Algumas cenas
New Orleansou alguma ilha francesa no Caribe ou
Paris
Gottshalk jovem cercadopor sua mãe (uma mestiça) e suas mucamas
tocando piano e dançando e o anuncio da visita de D.Pedro ao seu pai o judeu de
origem inglesa e estudioso de provençal(dialeto judaico ) Acompanha-o um rabino e o farmacêutico Mesquita de
Campinase diversos representes das
ilhas do Caribe . Provavelmente para uma reunião de maçonsonde se discutirá a questão das decisões do
governo imperialinglês acerca da
escravatura .
Acompanha-o sua filha a princesa Isabel .
O que seria uma reunião política passa a ser uma
demonstração de virtuosismo do jovem que pede aos espectadores para lhe
sugerirem alguns temas onde improvisamusicas típicas como se fossem grandes sinfonias musicais.
Diz- Cadapaísou nação é como um tema
bastaria organiza-las de tal forma para que se tornassem verdadeiras sinfonias,
fortescomo as instituições européias.
Meu mestre Berlioz que costumava "epater le bougeoise " nos dizia que
o poder da musica seria maior queo das
revoluções armadas. A alma devosso povo
nunca poderá ser substituída . Vejam o poder da musica e como ela poderátransformarseus concidadãos .Com o batuque dos atabaques dos meus ancestrais africanosea
inteligência do povo de meu pai será possível reorganizar cada nação.
_Mas Cuba é umaregião primitiva ,diz o embaixador cubano imagine-se "ojos
criollos" tocado no Opera de Paris...
Charles imediatamente e de improviso começa a tocar a musica
num arranjo Sinfônico e todos ficam estarrecidos com a beleza da composição.
--Há uma grande polêmica em meu país acerca do hino
nacional, diz o monarca brasileiro. Embora meu pai houvesse composto uma
belíssima peça coube ao povo escolher uma musica popular como tema que
posteriormente foiarranjada para sua
execução oficial. Mas parece que esta versão ainda não foi totalmente
assimilada pelos nossos maestros.
--Cabe talvez a vossa senhoria refaze-lo para que ela
de fato possa cumprir a sua função
que é a de emocionaraté o mais gelado
dos generais.
A princesa observa em silencio as afirmaçõese sonha com seu Brasil musicado pelo
sedutormúsico.
--Bem diz o anfitrião da casa a música fará uma grande
revolução mas antes temos que tratar dos nossos problemas mais imediatos que é
a economia das nossas regiões tão dependentes do trabalho braçal.
ainda não sei o que vou ser quando crer-ser.
A vida foi me levando..sou um trabalhador que virou arquiteto,educador e empresário.Viajei por mais de 60 paises